segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

“Estudante de Pedagogia não cabe aqui”

Foi assim que a professora Aída Monteiro, membro da Comissão Organizadora da I Conferência Estadual de Educação Básica de Pernambuco (CONEEPE) se referiu aos seis estudantes de Pedagogia que estavam presentes na Conferência que aconteceu nos últimos dias 17,18 e 19 de dezembro de 2007. Isso mesmo. Um evento que sequer foi divulgado para os/as estudantes de Pedagogia do Estado. Os referidos estudantes eram a única representação estudantil no evento, pois, segundo a organização, os estudantes secundaristas foram convocados mas em nenhum momento apareceram nas reuniões. Acontece que desta conferência seriam indicados delegados para a Conferência Nacional que acontecerá em Brasília deste ano, e, os estudantes de Pernambuco teriam o direito de indicar quatro estudantes como delegados para esta Conferência Nacional.
Entretanto, a comissão organizadora do evento entendeu que os 06 estudantes de Pedagogia ali presentes e devidamente credenciados, não estavam aptos a se candidatar à vaga de delegado por entenderem que eles não se enquadravam no perfil das pessoas que “cabiam” a aquele evento. Acontece que o próprio regimento da Conferência em seu capítulo VI, §2° afirma que: “Será considerado, para efeito de credenciamento como delegado à Conferência Nacional, a participação efetiva na Conferência Estadual, inclusive dos Delegados definidos por indicação nacional.” Ou seja, em momento nenhum o regimento fala que os estudantes delegados devem ser estudantes secundaristas.
A Executiva Pernambucana dos Estudantes de Pedagogia, interviu pedindo que a plenária final votasse a favor ou contra a indicação daqueles estudantes para delegados, já que não havia NENHUM outro estudante no evento e como bem se sabe, a plenária é soberana em qualquer encontro, conferência ou fórum. Entretanto, a mesa presidida pela professora Aída Monteiro, sequer encaminhou a proposta para votação, por entender que “estudante de pedagogia não cabe aqui”. A única proposta encaminhada foi a de um “estudante” (técnico em administração e membro de um partido que era majoritário na conferência), o que causou no mínimo, uma estranheza e um sentimento de revolta naqueles estudantes que estavam lá.
Perguntamos-nos então qual o papel do estudante de Pedagogia? Se nosso curso é diretamente voltado à educação básica, será mesmo que a conferência não nos cabia? Porque os membros da comissão não divulgaram o evento nas Universidades?
Acreditamos que esta Conferência desrespeitou o movimento estudantil como um movimento social, os/as estudantes presentes e todos(as) estudantes do curso de Pedagogia do estado. Afinal de contas ,somos estudantes e profissionais da educação em formação, e como tal, temos o direito e o dever de estar em espaços que discutam a educação em todas as suas vertentes, principalmente no que diz respeito a educação básica , foco principal do curso nas Universidades de Pernambuco. Para todos(as) aqueles professores que tem sua prática andando na contramão do seu discurso, fica nosso repúdio. Para todos aqueles estudantes de Pedagogia do estado, fica nosso apoio e a certeza de que agora temos um exemplo de “educadores” que jamais deveremos ser.
Executiva Pernambucana de Estudantes de Pedagogia

2 comentários:

Anônimo disse...

QUE ABISMO É ESTE ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA?!
IMAGINO QUE PAULO FREIRE, SE ESTIVESSE VIVO, MATARIA MUITOS EDUCADORES COM TÍTULOS DE DOUTOR!

Anônimo disse...

Há nesta pessoa que se diz profissional em educação o que não pode existir em educador nenhum a falta de respeito com o proximo e a humildade.